Olá pessoas! :D Quem me acompanha no Twitter sabe a verdadeira catástrofe chamado 'atraso' que aconteceu comigo hoje pela manhã, mas felizmente consegui chegar em tempo de assistir as duas palestras no Cibercomunica 4.0 , evento realizado na UniJorge , aqui em Salvador.
Muita gente conferiu o evento hoje pela manhã.
O evento surgiu como uma proposta da faculdade em levar a público ainda mais a discussão sobre as novas mídias e redes sociais e como isso contribui para o jornalismo online, publicidade, marketing, e diversas ferramentas comunicacionais e de entretenimento.
Hoje pela manhã foi a vez do professor Luíz Adolfo e da professora Maria Alessandra cederem gentilmente suas vozes para a abertura do evento.
A primeira palestra foi ministrada pelo professor
Luíz Adolfo, que trabalha com desenvolvimento de
ARGs (Alternative Reality Games) e pesquisa cibercultura, com o tema "
Games, Redes Sociais e Marketing: o caso dos ARGs", trazendo para o público o conceito de jogos interativos para produções midiáticas como filmes, que surgem com o objetivo de tornar o público mais próximo do enredo da trama.
Um alternate reality game (ARG) é um tipo de jogo que combina as situações de jogo com a realidade, recorrendo às mídias do mundo real, de modo a fornecer aos jogadores uma experiência interativa.
Os ARGs são caracterizados por envolver os jogadores nas histórias, encorajando-os a explorar a narrativa, a resolver os desafios e a interagir com as personagens do jogo. Este tipo de jogos desenvolve-se a partir de sites, e-mails, telefonemas, entre outros meios de comunicação comuns.
Os ARGs estão popularizando-se e consequentemente a crescer em número. Geralmente, os jogos são gratuitos, sendo as despesas absorvidas pela venda de produtos licenciados (como os puzzles de Perplex City) ou pela promoção de um produto já existente (o I Love Bees promove o jogo de vídeo Halo 2).
Além de citar diversos casos de ARGs mundiais e nacionais, o professor Luíz Adolfo exemplificou sua pesquisa mostrando algumas das produções em que trabalhou, como o
Obsessão Compulsiva baseado no filme Meu Nome Não É Johnny, um dos recordes de bilheteria de 2008. Alguns vídeos do Obsscomp podem ser encontrados no
YouTube;
Ainda segundo ele, o mercado de desenvolvimento de ARGs é bastante interessante e rentável, e acredita que a demanda para profissionais especializados nessa área deva aumentar nos próximos anos. Dentre os profissionais que são abrigados pela área de criação de ARGs estão o Produtor, o Puppetmaster (game designer), os Animadores de rede, o Roteirista, o Programador, os Atores e os Técnicos.
No final da palestra algo interessante aconteceu. Enquanto fazia uma pergunta uma garota começou a pedir explicações ao professor para resolver um enigma de sua família. Obviamente foi um caso de ARG ao vivo ali no auditório, muito legal, embora algumas pessoas que não prestaram atenção na palestra não entenderam a reação da garota. Foi divertido ;)
O professor citou ainda o espaço
Realidade Sintética como quadro de discussão de material relacionado à produção de games, cibercultura e títulos relacionados. Esse já está no meu Bookmarks há muito tempo. :)
No segundo momento, a professora Maria Alessandra nos apresentou ao tema "Redes Sociais na Publicidade On-line" destacando as ações que as empresas tomam para decidir como se deve agir nessas redes sociais e dessa forma interagir com seu público.
Um dos pontos que eu achei mais interessante foi, sem dúvida, ela ter frisado bastante na questão do público-alvo. Enquanto a publicidade tradicional envolve o público em massa, a publicidade online se centraliza em nichos, tornando mais prática a resposta ao seu material publicitário. Nesse sentido, envolver a audiência é o alvo principal dessa publicidade, tornando possível um aproveitamento melhor do conteúdo dirigido na medida em que não se busca quantidade de espectadores, mas sim qualidade.
A professora Alessandra destacou ainda o uso do Google e a popularização do modelo de publicidade em formato de click (sendo o Google AdSense talvez o mais popular nesse quesito) no qual a empresa contratante define um valor específico a ser destinado aos cliques, como uma quota.
Outro ponto de bastante relevância foi a professora ter mencionado o que ela denominou de "evangelistas" da publicidade online. Usuários comuns das redes sociais, que justamente pelas suas vozes dentro desse ambiente têm o poder de glorificar ou destruir uma determinada marca, empresa ou produto. Talvez seja por isso que existem algumas empresas, como as famosas telecoms da vida, que não são encontradas em redes sociais. O número de reclamação seria alto demais e o feedback continuaria deficiente como no telemarketing. A professora destaca que empresas com uma imagem já negativa entre seu público devem tomar cuidado ao pensar em ingressar nessas redes.
Por fim, foi explicado o uso dos formatos convencionais de publicidade (anúncios, SEO, links orgânicos, ações virais). No caso dos virais, eterno fruto de discussão na blogosfera, foi destacado os cases do Festival de Verão 2007 com o Orkontro e o viral do Twix, que vocês conferem abaixo:
Hoje a noite as palestras também prometem bastante, e como agora, farei um saldo do dia depois do evento.
Abraços!
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