, que fora interrompida no dia anterior devido a problemas de conexão. A Paula traçou o conceito fundamental do projeto Global Voices On-Line, destacando o alcance que a ferramenta tem, como o conteúdo é produzido e quais são seus autores.
O Global Voices On-Line surge como uma alternativa à quantidade de informações com pouca profundidade que é transmitida através da mídia de massa, e constitui um projeto de Jornalismo Colaborativo que funciona inteiramente na Internet, de sorte que os autores e editores trabalham de suas próprias casas e países.
A Paula Góes apresentou ainda alguns projetos que estão vinculados à rede do Global Voices, sendo eles:
Para os interessados no
Global Voices e na palestra da Paula acessem o site do GlobalVoices e o
blog do CiberComunica, onde é possível baixar o conteúdo completo.
No segundo momento da noite, aconteceu a palestra da pesquisadora
Camila Santana , cujo tema de discussão apresentado foi "
Redes Sociais, Educação e Tecnologia: o caso do Orkut" aonde a Camila trata do Orkut como uma ferramenta de interação social capaz de fomentar o aprendizado com ênfase no compartilhamento das experiências de sua vida para o meio virtual.
Dentre as primeiras lâminas da apresentação se apresenta uma charge sobre a evolução do homem, desde a sua origem direta do "macaco", pontuando a postura ereta como dispositivo que permitiu ao homem ter uma visão muito mais ampla e o seguinte curvamento do homem para a tecnologia. A evolução da tecnologia permite a nova interpretação do mundo.
A palestrante pontua que a tecnologia é toda evolução criativa humana, produto e produção da capacidade cognitiva do homem e de sua disponibilidade em criar. Nesse sentido, a relação entre homem e tecnologia tem como um de seus subprodutos a cultura. Para fundamentar a pesquisa no âmbito da comunicação, apresenta-se essa própria faculdade como parte de uma tríade, composta por: comunicação, tecnologia e cultura.
Nesse sentido, as relações entre os três elementos citados acima podem permitir a impressão de que as novas tecnologias quase que rompem a noção de tempo e espaço, dando margem a novas conceituações. A cultura e a comunicação são intensas através do uso da tecnologia.
Ao direcionar o foco de sua pesquisa nas REDES, destaca-se a polissemia inerente a tal palavra, comumente utilizada no vocabulário para diversos outros tipos de estruturas. Em contrapartida, sua ressignificação constituiu a base para o sentido de Redes Sociais.
É nesse momento que Camila Santana apresenta o Orkut não como uma rede social, mas como um Software Social, que, a partir da utilização por pessoas, da ressignificação de seus componentes e por conseguinte do aproveitamento de seus elementos, gera-se uma rede social em seu entorno. Todos os softwares sociais são, na verdade, potenciais redes sociais. Em suma, software social sem os sujeitos continua sendo software, e rede sem sujeitos deixa de ser rede.
Uma vez constituídas as redes, as trocas podem ser de diversas ordens: afetivas, sociais, cognitivas. Tal conceito se prende à ideia de aprendizagem social: o homem aprende a partir das interações e relações com os que estão à sua volta. Isso potencializa a aprendizagem.
Para exemplificar de forma prática a aprendizagem social, a Camila Santana traz ao público o trailer do filme "Quem quer ser um milionário?", vencendor de 8 estatuetas do Academy Awards e que esconde a metáfora desse método de aprendizagem e produção de conhecimento. O garoto pobre que supera doutores e advogados em um programa de perguntas e respostas e ganha um prêmio milionário. Abaixo um trailer do filme:
No terceiro momento do evento foi a vez do professor da UNIJORGE
Alexandro Silva discursar sobre "
Redes Sociais e Software Livre" destacando inicialmente a criação do termo pela
Free Software Foundation fundada por Richard Stallman.
O Software Livre é caracterizado como aquele que possui liberdade, dividida em quatro campos:
- liberdade para executar o programa, para qualquer propósito (liberdade n° 0)
- liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade n° 1)
- liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade n° 2)
-
liberdade de aperfeiçoar o programa e liberar o seu aperfeiçoamento de modo que toda comunidade se beneficie (liberdade n°3)
As redes sociais e o software livre interagem no plano de composição dos dispositivos criados para abrigar tais redes e o modo como o usuário decide proporcionar sua experiência na web. Ele cita como alguns dos exemplos:
- Wikis : páginas comunitárias, a exemplo da própria Wikipédia . O código-fonte das wikis são disponibilizados livremente, permitindo a utilização e criação de diversos wikis para o público em geral e empresas/
- Tags : tecnologia que permite a criação de listas de sites preferidos;
- Rss : depósito de leitura rápida, utiliza da combinação de tecnologias pull e push através da assinatura de feeds.
O professor Alexandro destaca ainda vários softwares livres para criação de redes sociais:
- Elgg : Foco em redes sociais ou, como disse, "Orkut em forma de software livre";
- Noosfero! Software criado na Bahia para o desenvolvimento de comunidades virtuais;
- Laconica.ca - Serviço de micro-blogging sob o mesmo padrão do Identi.ca
Ao final da palestra deu-se início ao bloco de perguntas, que abrangeu desde pedófilia, segurança na navegação em browsers, redes sociais nas escolas e muito mais. Para assistir os vídeos dos comentários sugiro acessar o blog do próprio evento.
No final das contas não aconteceu a palestra da
Raquel Recuero mas mais uma vez ficou a promessa de disponibilizarem no próprio blog do evento. E como sei que a organização levou realmente a sério esse compartilhamento de material, tenho certeza de que logo logo a palestra dela constará lá.
No mais, só posso dizer que o evento foi muito bom, com temas interessantíssimos. Só lamento mais uma vez não poder ter participado das palestras da manhã do segundo dia. Espero até o ano que vem para o CiberComunica 5.0 hehehe :)
Abraços!
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